Inadmissível. Inacreditável. Inconcebível. Foram esses e tantos
outros adjetivos de repulsa que me vieram à mente ontem, ao assistir a um
debate sobre violência doméstica em “lares cristãos” – isso mesmo, entre aspas
– já que, ao menos para mim, Cristo não habita em uma casa onde seus princípios
são violados.
Com a presença do juiz aposentado e pastor, doutor Davi da Costa
Ferreira e da professora doutora Naiá Duarte, presidente da ONG Mulher Viva (www.mulherviva.com), o programa Vejam Só
(http://www.vejamso.com.br/), que vai
ao ar pela RIT, discutiu a violência em lares de membros de igrejas, incluindo
oficiais como diáconos, presbíteros e, (pasmem) pastores!
Fiquei chocada e muito, mas muito triste com o número de
mulheres evangélicas que sofrem todo tipo de opressão nas mãos de homens que,
com a Bíblia embaixo do braço, passam por cidadãos acima de qualquer suspeita
na hora do culto.
Se o homem de Deus é o sacerdote do lar e deve amar sua esposa
como Cristo ama sua igreja - I Coríntios 11:3; Efésios 5:23 -, como entender,
então, quando ele a agride, fisicamente, psicologicamente, desumanamente? Ele
não conhece a Bíblia? Não é um servo de Deus? Além de indignada, fiquei confusa
e assustada! Se a igreja, que deve ser um lugar de cura, está povoada por
(homens???) que ferem, como propagar um evangelho verdadeiro?
Já são revoltantes demais os casos de violência contra a mulher partindo
de (homens???) que não conhecem os ensinamentos bíblicos - não querendo
justificá-los, de forma alguma – porém a mim parece um tanto ou quanto
incoerente quando esse quadro se estende a lares onde a Palavra de Deus, que
prega o amor, principalmente familiar, teria que reinar.
Minha querida irmã, se você engrossa essa terrível estatística,
não se cale. Procure ajuda. Se sua igreja não oferece apoio (sim, ainda por
cima, segundo informou a Doutora Naiá, presidente da Ong Mulher Viva, existem
lideranças cristãs que, além de não fornecer assistência adequada, não
acreditam nas denúncias das esposas de seus intocáveis membros ou oficiais),
corra atrás de seus direitos - a lei Maria da Penha não está aí só para
não-cristãs.
O desejo do coração de Deus não é a destruição de um casamento,
mas Ele também não nos criou para vivermos humilhadas, sofrendo em um
relacionamento que machuca o corpo e a alma. Respeito é via de mão dupla. Não
confunda submissão que, aliás, não é pecado se for mútua (I Pedro 6 – 9) com subjugação.
Ore, mas também marche! É lamentável que, em 2012 e, às vésperas de mais um Dia Internacional da Mulher, tratemos de assuntos como esse.
Obtenha outras informações também através do blog do Instituto
Mulher Viva-http://mulhervivaviva.blogspot.com/
Que o Senhor
possa nos abençoar!

é verdade, cada dia que passa, mais agente presencia estas berrações,mulheres que sofrem agreções tantos verbais como no corpo,isso prejudicando a convivência de um casal. Só Deus pra abrir a mente e dar sabedoria a esta nação tão sofrida pela ignorância do não conhecer à Deus em expírito e em verdade..... Tati cada vez mais te admiro...amei... Nair
ResponderExcluirA PAZ DO SENHOR JESUS,IRMÃ TATIANE QUERO TE DAR OS PARABÉNS POR TER ABORDADO ESSE TEMA;BOM IRMÃ SÓ POSSO TE RESPONDER NA PALAVRA,POIS A BÍBLIA NOS RELATA PARA TOMAR CUIDADO COM OS ESCRIBAS E FARIZEUS,PARA FAZER TUDO QUE ELES FALAM,MAS NÃO FAZER O QUE ELES FAZEM. MC.12,3840. SE TAIS HOMENS DIZEM SER DE DEUS E OCUPAM UM LUGAR NO ALTAR DE DEUS, E FÉRE,AGRIDE,MALTRATA E BATE NO SEU CONJUGE ESSE TAL NUNCA CONHECEU Á DEUS, PORQUE ESTÁ AGREDINDO ALGUÉM QUE DEUS LHE DEU POR COMPANHEIRA.ESSA É MINHA OPINIÃO.PV 5.18 QUE DEUS TE ABENÇÕE. IRMÃ ANDRÉA.
ResponderExcluirA paz do Senhor, vovó Nair e irmã Andréa. Mto obrigada pelos comentários que, com certeza, adicionam ainda mais informação a essa triste realidade. Que nós possamos sempre nos indignar com situações assim, orando, mas também agindo, ajudando aquelas q passam por isso. Que Deus as abençoe.
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